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Pelo Olhar Da Numerologia

08
Set17

Cartas e mais cartas

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Em conversa com algumas clientes e algumas pessoas do meu núcleo de amigos fui percebendo coisas que a meu ver me parecem não só estranhas como inconcebíveis.

 

Falo de alguns profissionais de tarot, nomeadamente dos que vão à televisão, que ética e valores, diga-se de passagem, têm pouco!

 

A minha intenção não é dizer mal do trabalho de ninguém, contudo, é alarmante o Modus Operandi que opera por detrás das câmaras, que a meu ver é puro aproveitamento do desespero alheio. E aí sim, (lamentavelmente não tenho outro nome a aplicar), que me perdoem, mas tenho que falar!

 

Não vou citar nomes porque me parece que nem sequer é necessário!!

 

Acho muito bem que cobrem pelo vosso trabalho, se é o vosso sustento, acho bem que se façam pagar pelo que fazem. O que não acho de todo bem, é passar a vida a telefonar para as pessoas numa tentativa quase patética de ter clientes.

 

Sempre me mostrei contra esse tipo de situações! As pessoas que podem pagar, e querem fazem, não existe necessidade absolutamente nenhuma de gozar com o desespero alheio e de lhes telefonar constantemente a dizer que estão muito mal e que viram nas cartas o diabo a 7!!

 

Primeiríssimo ponto:

 

  • Não digam que viram o diabo a 7 na vida de quem quer que seja, porque eticamente não é sequer correto abrir cartas para quem NÃO VOS DEU PERMISSÃO PARA TAL.
  • As pessoas que procuram esse tipo de ajuda/serviços já têm problemas que lhes baste (na sua maioria) é mesmo necessário ajudar a que o problema fique maior?
  • Entendam que nem todas as pessoas que nos (sim incluo-me a mim também, pois também trabalho na área apesar de num ramo ligeiramente diferente) podem pagar um valor que apesar de justo é efetivamente elevado. É simples, não podem, não podem! Não consigo conceber, nem me sentiria bem ao saber que alguém abdicou de um bem essencial para me poder pagar!! Mas isto, sou eu…
  • Outra coisa, cristais, santos, ervas… etc, são ótimos para proteção, sim. Mas, sejamos francos, hoje em dia há uma loja que comercializa esse tipo de artigos em cada esquina. Haverá mesmo necessidade de impingir os próprios? Não me parece! É simples, acha que a pessoa precisa diz “pode comprar a pedra XXX” só não impinge, porque não é bonito! Mas mais uma vez digo, isto sou eu que penso assim…

 

 

Acho particularmente incorreto fazer este tipo de teatros. Há que trabalhar para o bem das pessoas, para as ajudar, para lhes trazer nem que seja uma luz de esperança… mas isso não é trazer absolutamente nada a não ser (desculpem-me)!! Dinheiro... 

 

Trabalhamos com e para … pois pessoas … não há aqui bonecos…

 

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Quem procura ajuda, não está a atravessar uma fase particularmente feliz da vida, pelo que me parece que também não deve ter disposição para que lhes estejam constantemente a ligar dizendo que precisam urgentemente de não sei o quê…

 

O problema não está nos valores. Cada um tem o valor que acha que é justo em concordância com o trabalho que tem e faz…

 

O problema está mesmo em afirmar de forma convicta que as pessoas estão mal e que precisam de fazer consultas. Pude constatar através das conversas que falei no inicio do texto que, as pessoas em questão, apesar de não estrem em fases animadoras, também não estavam tão mal assim.

 

Lidamos com pessoas, não com objetos. Não é para usar o desespero alheio a nosso favor (eu pelo menos recuso-me a seguir essa linha de pensamento) caramba, é só pensar ao contrário. Gostavam de estar a atravessar uma fase menos fácil, de precisar efetivamente de ajuda, e de terem alguém constantemente a ligar, para fazer consulta? Claro que não!! Ninguém gosta…

 

O mais “engraçado” é que após consulta, lhes receitam uns pozinhos (perlimpimpim) e as pessoas vão felizes, porque alguém lhes resolveu o problema!!

As pessoas pagam, (e bem) e ainda lhes prometem… pois, isso mesmo. Milagres!!

 

Sabem tão bem quanto eu que uma consulta serve para ajudar e acompanhar o cliente. Claro está que há casos e casos, uns mais densos que outros, mas essencialmente, a premissa é ajudar as pessoas. É trazer-lhes alguma esperança, é ajudá-las a usar as suas capacidades mais fortes, para que melhor consigam dar a volta a uma situação. É pelo menos tentar em conjunto com o cliente encontrar uma solução digna para o cliente. Não para lhes prometer o que não existe. 

 

  • É ser-se verdadeiro. Não prometam que os maridos voltam. Não digam disparates, pois sabemos bem que há processos de mudanças na vida que podem passar precisamente por um divórcio.

 

  • Não digam que existem boas intenções, quando eu vejo um diabo e uma papisa…

 

  • Não inventem que as pessoas têm “bruxarias” em cima…

 

 

É assim tão difícil de entender que as pessoas absorvem TUDO aquilo que nós lhes dizemos? Então também não será difícil de entender que temos de ter duas coisas.

 

Filtros e sermos verdadeiros…

 

É assim tão difícil de entender que uma pessoa desesperada e numa situação difícil vai acreditar mesmo que arruinou a sua vida… e às vezes nem aconteceu nada demais… nada que pelo menos não tivesse uma solução!!

 

Sim, já ouvi barbaridades deste calibre!!

 

Perdoem-me o testamento, mas tinha que falar! Isto transcende as minhas capacidades de compreensão! Trabalhar nesta área, é sério. Não é brincadeira nenhuma. Isto não é para brincar.

 

Se pedem que respeitem o vosso trabalho, comecem igualmente por respeitar quem vos procura.

 

Continuo a acreditar que acima de tudo que a verdade deve sempre ser o mote principal para quem trabalha em áreas holísticas. Sem isso, para mim pelo menos, não faz sentido.

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